Stratus adere aos principios de investimento responsável

Stratus adere aos principios de investimento responsável

08/06/2009

O fundo de private equity Stratus, cuja especialidade é investir em empresas de médio porte, passa a partir de hoje a integrar o grupo de signatários brasileiros dos princípios para o investimento responsável (PRI, na sigla em inglês).O anúncio oficial de adesão ao conjunto de recomendações, estabelecido pela Organização das Nações Unidas em 2005, acontecerá hoje em um encontro com a Previ, o HSBC - que já adotaram o PRI - e outros fundos de private equity. O objetivo da Stratus com o encontro é tentar disseminar a idéia de que os princípios podem ser benéficos para a atuação dos investidores institucionais. "Acreditamos que a adesão ao PRI pode ser muito positiva para os negócios dos fundos e das empresas nas quais as carteiras investem", afirma um dos fundadores do Stratus, Álvaro Gonçalves. "A adesão de novos participantes do mercado seria extremamente positiva", projeta.

Alguns dos maiores agentes de private equity globais já baseiam suas decisões sobre aportar recursos em setores e empresas nos seis princípios do PRI, cujo conteúdo traz à tona questões relativas a meio ambiente, governança corporativa e de sua implementação no dia-a-dia. "O ideal é que essas métricas possam fazer parte do processo de análise de negócios, o que representa um processo de alinhamento com os investidores ", afirma Gonçalves.

De acordo com o sócio da Stratus, o atual contexto econômico brasileiro é bastante adequado para a adesão ao PRI. Isso devido à necessidade do País em atrair novos investimentos em setores como infra-estrutura, energias renováveis, manejo sustentável de florestas e serviços ambientais.

Expectativas

Embora continue acreditando na manutenção do cenário de instabilidade do mercado de capitais ao longo do ano, o Stratus prevê boas oportunidades para que empresas façam suas ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no Bovespa Mais. Isso deve acontecer porque, na avaliação de Gonçalves, o segmento de acesso da bolsa paulista é o mais adequado para as empresas de médio portes. "Caiu a ficha do mercado e dos investidores. Muitas daquelas companhias que foram ao Novo Mercado pela janela de liquidez do ano passado tinha perfil para Bovespa Mais", diz.

Segundo dados da Stratus, o mercado de médias empresas brasileiras é de cerca de 15 mil companhias. "Elas são do tipo que precisa do investidor institucional de forma bastante intensa em seus processos decisórios, o que acontece quando há a incorporação de uma nova empresa", exemplifica. Segundo Gonçalves, muitas das futuras empresas listadas no Bovespa Mais precisarão de um período de dois a três anos para migrar ao mais exigente nível de governança da Bovespa.

O Stratus é um dos sócios da Senior Solution, empresa da área de Tecnologia da Informação (TI), cuja oferta de ações no Bovespa Mais pode ocorrer ainda durante este ano. A Senior tem como principais clientes as dez maiores instituições financeiras com atuação no Brasil. Desde a chegada do Stratus e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à companhia seu faturamento cresceu oito vezes, saltando para R$ 40 milhões.


Luciano Feltrin