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Capital Impact 2011

O “Capital Impact 2011”, organizado pelo Financial Times e EMPEA (Emerging Markets Private Equity Association) foi um evento de dois dias realizado em Londres onde reuniu os principais gestores de fundos e investidores institucionais do setor para destacar os impactos positivos do private equity no mundo.

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FINEP anuncia vencedores do Prêmio INOVAR 2011 – Grupo Stratus é vencedor na Categoria Operações

Fonte: FINEP

Foram anunciados na noite de quinta-feira (10/11), no Rio, os vencedores da terceira edição do Prêmio INOVAR, uma ação da FINEP e dos Investidores INOVAR , com participação do BNDES PAR, que visa reconhecer os esforços de empresas gestoras de fundos de Venture Capital, além de promover uma cultura de excelência na gestão de fundos. O INOVAR completou 11 anos em 2011.

A disputa nas três categorias – Governança, Equipe e Operação – foi bastante equilibrada, com inscrições de 10 empresas gestoras. Saíram vitoriosos o FUNDOTEC II, gerido pela FIR Capital (Categoria Equipe), o fundo Logística Brasil FIP, da BRZ Investimentos (Categoria Governança) e o FMIEE Stratus GC, liderado pelo Stratus (Categoria Operação).

“O INOVAR ajudou a consolidar a indústria de capital inteligente no Brasil. O Prêmio é mais uma das ações que mobiliza investidores, gestores e empreendedores em torno da inovação”, disse o diretor de Inovação da FINEP, João De Negri.

Estiveram presentes ao evento Luiz Eugenio Figueiredo, vice-presidente da ABVCAP (Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity), Renê Sanda, diretor de Investimentos da PREVI e Susana Garcia-Robles, principal investment officer do FUMIN/BID.

Participaram firmas gestoras de fundos de investimento constituídos, no mínimo, há dois anos, segundo as instruções CVM 209 ou 391, e que fossem não-proprietários e não-exclusivos, ou seja, fundos que não possuíssem mais de 50% das cotas pertencentes a um único investidor e em cujo regulamento constasse a obrigatoriedade de investir em mais de uma empresa.

As firmas puderam realizar mais de uma inscrição na categoria Equipe, para diferentes fundos em atividade, e na categoria Operação, para diferentes operações de investimento e desinvestimento em uma empresa, realizadas por um mesmo fundo ou por fundos diversos. “FINEP e BID/FUMIN, há mais de dez anos, acreditaram em uma ideia que, agora, já mostra grandes resultados”, comemorou Marcus Regueira, sócio-fundador da FIR Capital, vencedor na categoria Equipe.

Para a categoria Governança, somente foi aceita uma inscrição por firma gestora. Havia a possibilidade de, no máximo, três propostas de uma mesma firma gestora, na mesma categoria, ou não. Com o troféu de Governança em mãos, o gestor Nelson Rozental (BRZ Investimentos), destacou os diferenciais na administração do fundo vencedor: “Transparência, governança e sustentabilidade”.

A superintendente da Área de Investimentos da FINEP, Patrícia Freitas, ressaltou que a premiação deste ano se insere como uma categoria especial do Prêmio FINEP de Inovação: “Além da cerimônia de hoje, haverá um evento em Brasília com a presença da Presidenta da República, Dilma Rousseff”, finalizou.

Veja abaixo mais informações sobre os vencedores:

 

Categoria Operação:

Fundo: FMIEE Stratus GC

Firma gestora: Stratus Gestão de Carteiras Ltda

Fundado em 1999 por profissionais experientes em investimentos no Brasil, o Grupo Stratus tem foco estratégico no segmento de mid-market Private Equity: investimento no crescimento e consolidação de empresas médias brasileiras.

O Grupo Stratus desenvolve suas atividades de investimentos com duas frentes principais, executadas por equipes distintas: Growth/Buyout (negócios em setores diversos, voltados para consolidação setorial e crescimento) e Cleantech (negócios em setores relacionados à sustentabilidade, com prioridade a serviços ambientais, reciclagem – fontes e materiais renováveis, uso racional de recursos naturais escassos, mudanças climáticas e biodiversidade brasileira).

Em paralelo às atividades de investimentos, o Grupo também atua em Assessoria Financeira, prestando serviços de finanças corporativas a empresas brasileiras e estrangeiras. Essa atuação não está relacionada à carteira de investimentos, sendo exercida através de empresa e equipe distintas, com restrição a negócios em que a Stratus tenha interesse como acionista atual ou potencial.

O Grupo Stratus é signatário desde 2008 do PRI – Principles for Resposible Investment, um conjunto de princípios desenvolvidos sob a liderança da ONU e relacionados a aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa. O Stratus foi um dos primeiros gestores brasileiros a aderir ao esforço dos investimentos sustentáveis.

 

Categoria Governança

Fundo: Logística Brasil FIP

Firma Gestora: BRZ Investimentos Ltda

A BRZ tem ampla e consolidada experiência como uma das principais empresas gestoras de fundos de participação (Fundos de Private Equity e Venture Capital) do Brasil. A BRZ Administração de Recursos S.A. foi fundada em 2005 a partir de um spin-off (termo utilizado para descrever uma nova empresa que nasceu a partir de um grupo de pesquisa de uma empresa, universidade ou centro de pesquisa público ou privado, normalmente com o objetivo de explorar um novo produto ou serviço de alta tecnologia.) da GP Investimentos e, atualmente, administra mais de R$ 3,4 bilhões, distribuídos em fundos multimercados, fundos de crédito e renda variável e fundos de private equity.

Com um patrimônio de R$ 462 milhões e início em agosto de 2006, o Fundo Logística Brasil investe no setor de logística, tendo como alvo centros de distribuição, terminais portuários, armazéns, gasodutos, oleodutos e polidutos, material rodante ferroviário, bem como outros ativos e concessões desses setores. Estão incluídos empreendimentos e/ou ativos de correlatos à logística, independentemente do usuário final. O período de investimento foi encerrado em julho de 2010 e o Fundo encontra-se totalmente investido.

 

Categoria Equipe:

FUNDOTEC II

Firma gestora: FIR Capital Gestão de Investimentos S/A

Fundada em 1999, a FIR Capital é uma gestora de fundos de Venture Capital para investimentos em empresas nascentes, emergentes e em expansão, com grande potencial de crescimento. A FIR Capital busca projetos e empresas inovadoras e oferece assessoria, aconselhamento estratégico em termos do mercado doméstico e internacional, apoio na gestão, assistência na contratação de pessoal-chave para suporte à equipe de gestão e implementação de melhores práticas nas áreas jurídica, financeira, contábil, fiscal e trabalhista, identificando e participando de processos de fusões e aquisições.

O FUNDOTEC II é um fundo de investimento em empresas inovadoras constituído em setembro de 2007 com capital comprometido de aproximadamente R$ 80 milhões e com período de investimento concluído em dezembro de 2010 . Objetiva ao investimento em negócios inovadores com receita bruta anual de até R$ 100 milhões, e com elevado potencial de crescimento, tendo investido em empresas dos setores de Tecnologia da Informação, Mineração e Alimentação.

A FIR possui uma política interna de disponibilização de informações que se baseia em qualidade, agilidade, equidade e centralização de contato no atendimento aos cotistas, com acesso via web, na esfera de seu Sistema de Governança Corporativa e Relação com Investidores.

Fundo da Stratus investe em produtora de peixes da Amazônia

Fonte: Valor Econômico

De olho em um mercado que movimenta mais de US$ 100 bilhões mundo afora, a gestora de private equity Stratus fechou a compra de uma participação acionária na Mar & Terra, empresa que atua na produção de peixes do Pantanal e da Amazônia.

Com o aporte de até R$ 25 milhões, o fundo passa a ter o controle compartilhado com os fundadores da companhia. O objetivo é transformar espécies nacionais como pintado, pirarucu e tambaqui numa espécie de “novo salmão”, cuja comercialização gira cerca de US$ 5 bilhões por ano.

O aporte na Mar & Terra completa a carteira do fundo de tecnologia limpa da Stratus após cinco investimentos, no total de R$ 250 milhões, dos quais R$ 60 milhões vieram do próprio fundo e o restante de coinvestidores. Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, a gestora estuda partir para a captação de um segundo fundo, que pode chegar a US$ 200 milhões, segundo Álvaro Gonçalves, sócio da Stratus.

Para o executivo, a rica biodiversidade coloca o Brasil com uma clara vantagem competitiva nesse segmento ainda mal explorado no país. “Trata-se de muito mais do que romantismo acadêmico”, ressalta, em referência à visão negativa geralmente associada à sustentabilidade. No final de 2010, havia um total de 482 fundos com esse foco, de acordo com estudo da consultoria Preqin.

O aporte da Stratus confirma ainda a tendência de os fundos de private equity buscarem oportunidades fora do eixo Rio-São Paulo. Com sede em Itaporã (MS) e uma unidade em Rondônia, a Mar & Terra – que antes já havia recebido um investimento da Axial – pretende quintuplicar a capacidade de produção, atualmente entre 7 e 8 toneladas de peixe por dia, segundo o presidente da companhia, Jorge Souza. A empresa deve dobrar o faturamento neste ano, para R$ 30 milhões, e espera atingir o patamar de R$ 100 milhões em um prazo de dois a três anos.

Souza afirma que a expansão da companhia deve ser impulsionada pelo aumento no consumo de peixe no país, atualmente de 12 quilos por ano por habitante, abaixo dos níveis internacionais, que variam de 16 a 22 quilos, de acordo com dados do Ministério da Pesca. O executivo aposta ainda na exportação. “Com sabor suave, carne clara e sem espinhos, os peixes nacionais atendem bem à demanda externa”, diz o presidente da empresa, que já destina parte da produção de peixes como o pirarucu, conhecido como o “bacalhau brasileiro”, para Alemanha, Estados Unidos e Suíça.

O plano da Stratus é abrir o capital da Mar & Terra no segmento de acesso Bovespa Mais em um prazo de dois a três anos. “Queremos levar para a bolsa várias ‘mini-Naturas’”, diz Gonçalves, em referência à fabricante de cosméticos que se tornou símbolo da retomada do mercado de capitais brasileiro.

Das cinco companhias no portfólio do fundo, a fabricante de produtos químicos renováveis a partir da cana de açúcar Amyris já possui capital aberto. As outras candidatas a repetir o sucesso da Natura são a Ecosorb, de socorro a acidentes ambientais, a Brazil Timber, que atua com reflorestamento, e a Unnafibras, empresa que transforma garrafas PET em fibras de poliéster para uso em tecidos.

Capítulo do livro da Abrapp ‘Governança Corporativa e os Fundos de Pensão’ escrito por Álvaro Gonçalves

Versão completa em PDF.

Os Investidores Institucionais e os Fundos de Private Equity (PE): Desafios e oportunidades no desenvolvimento da Governança Corporativa

Escrito por: Álvaro L. Gonçalves, sócio do Grupo Stratus, Membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (2010) e representante brasileiro no Advisory Council da Emerging Markets Private Equity Association – EMPEA (2010) e no Grupo de Trabalho sobre Private Equity e Governança Corporativa da OECD (2007).

 

 

Índice de tópicos

I. Introdução

II. Os instrumentos de Governança: prescrevendo o ‘uso’ de acordo com a situação e a função de cada um

III. Conceitos da atividade de PE e implicações para a Governança de fundos e empresas investidas

IV. Governança de Fundos: um processo evolutivo

V. Governança de empresas da carteira: soluções sob medida

VI. Elementos fundamentais para a boa Governança (que nem sempre tem o destaque que merecem): controladoria, auditoria e gerência societária/corporativa

VII. Entidades de referência e a necessidade de aprofundamento dos esforços conjuntos

VIII. Governança, Private Equity e os Princípios do Investimento Responsável


IT Mídia diversifica operação.

Fonte: Valor Econômico

Após um longo período de reestruturação, a IT Mídia, que tem como foco a produção de revistas, sites e eventos para os setores de tecnologia da informação (TI) e saúde, fez duas aquisições para expandir o seu raio de atuação na mídia.

A companhia adquiriu o portal Catálogo Hospitalar, por R$ 2 milhões, e o site Fórum PCs, por R$ 3 milhões. As operações foram realizadas com recursos próprios. Adelson Sousa, presidente e sócio da IT Mídia, diz que as publicações da empresa sempre foram voltadas aos gestores de TI e da área de saúde.

Com as aquisições, a companhia pretende atingir outros elos dessas cadeias, como distribuidores, canais de vendas e profissionais técnicos. “A empresa vai ganhar relevância nesses setores com a oferta de conteúdo para toda a cadeia e todos os tamanhos de empresa”, afirma o executivo.

A IT Mídia detém as revistas “Information Week”, “CRN Brasil”, “Fornecedores Hospitalares” e “Saúde Business”, que juntas vendem 46,5 mil exemplares por edição, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC). Os sites antigos têm 500 mil usuários únicos ao mês. Com os novos sites, diz Sousa, o número de usuários únicos cresceu para 3,2 milhões.

A companhia também planeja promover eventos voltados a esse novo público. A principal fonte de receita da IT Mídia provém da realização de eventos como IT Fórum e Saúde Business Fórum. A companhia, que no ano passado registrou receita de R$ 32 milhões, projeta elevar o faturamento neste ano para R$ 41 milhões com as aquisições.

Como parte da estratégia de expansão, a empresa também lançou um serviço de distribuição de conteúdo para mídia em hospitais. A empresa já fechou contrato com o Hospital Nove de Julho e o Hospital Santa Catarina e tem como meta obter mais dez clientes no segmento até o fim do ano.

Essa não é a primeira vez que a IT Mídia reformula seus negócios. No início dos anos 2000, a companhia investiu em mídias voltadas para segmentos como agronegócios e finanças. Em 2002, recebeu aporte de R$ 5 milhões do fundo private equity Brasil 21, do BNDES, gerido pela Dynamo Venture Capital. Mas o estouro da bolha da internet afetou a empresa, que se desfez das outras publicações e reduziu a equipe de 144 para 78 pessoas. Em 2004, a companhia recebeu aporte de R$ 6 milhões do fundo Stratus. Desde então, concentrou o negócio nas área de TI e saúde. A participação dos fundos foi comprada pelos sócios entre 2009 e 2010.

(English) Sampa session

Four veterans of Brazil’s young private equity industry gathered in São Paulo to discuss a market primed to enter a robust adolescence.

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Stratus é destaque em premiações

Revista Investidor Institucional – Julho/2011

O Grupo Stratus foi, recentemente, destaque em duas premiações internacionais. Em maio, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) concedeu ao gestor brasileiro de private equity o Certificado de Mérito por Performance de um de seus fundos, que lidera o histórico de resultados do banco. No mês seguinte, a Stratus foi selecionada entre os seis finalistas, único latino americano, ao prêmio “Sustainable Asset Manager of the Year” (gestor sustentável do ano), pelo Financial Times, em uma iniciativa conjunta com o Banco Mundial.

Veja versão completa em PDF.

As empresas que acharam dinheiro no lixo

Negócios de reciclagem passam a despertar interesse de investidores e de grandes companhias

O empresário catarinense Rodrigo Sabatini presta consultoria para grandes empresas. Ao visitar um cliente pela primeira vez, costuma fazer um pedido inusitado: “Você pode me mostrar sua lixeira?” E, sem acanhamentos, começa a bisbilhotar o lixo alheio. Ali está o seu negócio.

A Novociclo, fundada por Sabatini em 2009, ajuda corporações e condomínios residenciais a destinar corretamente tudo o que puder ser reciclado. “Não incinero, não empacoto, não trato… o que eu faço é ajudar as pessoas e as empresas a não gerarem lixo.” Por isso, quando fecha contrato com uma companhia, a primeira providência que toma é acabar com toda e qualquer lixeira do escritório. Depois, educa os funcionários e desenvolve equipamentos, parecidos com armários, para todo o “resíduo” seja organizado antes de ir para a reciclagem.

Com clientes de peso na região Sul, como a rede de supermercados Angeloni, uma das seis maiores do País, a Novociclo faturou no ano passado R$ 1,5 milhão e já atraiu investidores: com menos de um ano de vida recebeu aporte de um fundo carioca de venture capital. A empresa de Sabatini, com foco em sustentabilidade, integra um novo modelo negócio que tem despertado o interesse de investidores e grandes companhias.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010 (e que, entre outras coisas, dá um prazo para o fim dos lixões) deu força à criação de um mercado em que o lixo passou a ser visto, de fato, como uma fonte de receita. “O marco regulatório deu um impulso a esse segmento, que até então estava meio paralisado”, diz Ricardo Zibas, gerente de sustentabilidade da consultoria KPMG. “Aos poucos, esses negócios se mostram interessantes para investidores que buscam retorno no longo prazo.”

Em São Paulo, a Unnafibras, empresa que produz fibra de poliéster com garrafa pet, começou a usar material reciclável como matéria-prima na década de 90 para reduzir os custos de produção. “Na época era pejorativo dizer aos clientes que usávamos material reciclável”, lembra José Trevisan Júnior, presidente da empresa. “Não pegava bem.”

Agora, a Unnafibras estampa a informação em todo lugar. Na carteira de clientes, há empresas que fecham negócio só por causa das iniciativas sustentáveis. As fibras são usadas na produção de tecidos para cama e mesa e na fabricação de materiais usados no revestimento interno de automóveis. Com elas, também são produzidos materiais para o preenchimento de travesseiros e bichos de pelúcia.

Com faturamento de R$ 148 milhões e três unidades fabris no País, a Unnafibras recebeu em 2010 aporte do fundo de private equity da gestora de investimentos Stratus. Com o dinheiro e com o otimismo que se criou em torno dos negócios sustentáveis, a empresa vai inaugurar em setembro uma nova fábrica. “Fazemos parte de uma tendência”, diz Trevisan. “Sustentabilidade virou uma palavra mágica.”

Fonte: O Estado de S. Paulo